18 de set de 2011

Tecelagem oportuniza emprego e renda para moradores

Em Teresina, existe apenas um Núcleo de Capacitação e Produção de tecelagem, localizada na região sudeste da capital. Em agosto de 1985, nasce a “Sol a Fio”. O núcleo foi fundado com o objetivo de oferecer oportunidades de emprego e renda para a população adjacente.

Desde a sua formação, a “Sol Fio” conseguiu o apoio da Prefeitura. O espaço é cedido pela administração municipal, além do maquinário, todo feito de madeira. O núcleo existe desde a formação do maior bairro da cidade, Dirceu Arcoverde. Mesmo com o crescimento da população e o desenvolvimento econômico do bairro, Sol Fio permaneceu estagnada. Pois, a população local é pouco receptiva ao trabalho desempenhado pelos tecelões.

Entre os produtos produzidos pelos tecelões estão: Redes, mantas, tapetes, capas de almofadas, jogos americanos, bonecas e bolsas. Apesar da pouca estrutura, o Núcleo tem alcançado destaque nacional e internacional, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo – SEMDEC, Fundação Wall Ferraz e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE. Dentre os eventos que a entidade participou: Piauí Sampa e Casa Piauí Design. Além de exposições em países, como Estados Unidos e Japão.

Mãos que tecem

Mãos que transformam algodão em redes, mantas e tapetes. Raimunda Nonata Alves tem um olhar focado na produção de uma rede, juntamente com seus funcionários. Um olhar cuidadoso, para evitar qualquer erro. Linha sobre linha. Braços firmes e fortes para alinhar os tecidos que envolvem a rede. E com suor no rosto, Dona Raimunda não cansa de tecer. Pois no final, todos aqueles fios entrelaçados, irão formar uma rede segura, firme e bonita.

Vida e Tecelagem

“A gente consegue viver se arrastando, mas consegue”, declara a vice-presidente da Sol Fio, Raimunda Nonata Alves, 47 anos, que trabalha na entidade há 26 anos. E mesmo com o trabalho intenso, Raimunda pretende trabalhar até o fim da vida.

“Eu acredito que um dia vai melhorar. E que alguém olhe pra gente e diga que vai querer comprar 500 redes. E assim, vamos trabalhar só para esta pessoa e fechar as portas”, finalizou Raimunda.

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